sábado, 21 de agosto de 2010

Sem dúvida é o sentimento mais nobre.

Sempre nos perguntamos como será a nossa convivência com nossos amigos de hoje no futuro. Essa semana marcou bastante esse assunto, podendo ter sido a semana mais marcante de toda a minha vida em relação às amizades. Primeiro, pelo reconhecimento de uma amizade que ficou pra trás, e, segundo pela reflexão que, em uma conversa, me fez entender, pelo menos um pouco sobre as nossas relações de amizade.

Quando uma amizade perde força - uso esse termo porque para mim uma amizade (verdadeira) nunca termina – perde porque as pessoas envolvidas não têm tanto contato, quanto existia antes: uma delas foi morar em outro lugar ou, simplesmente, os horários de encontro não batem mais como os de antes; ou perde força pela ocasião de um fato que marque o “fim” deste período de convivência. Na primeira ocasião a saudade nos dá um aperto no peito, com uma força três vezes maior do que a da própria amizade, e faz tomar conta de nós uma felicidade em cada possível reencontro, o que prova que nunca ninguém vai tomar o espaço daquele amigo em nosso coração, cada amigo tem um espaço só seu, mas a vida segue tranqüila, pelo fato de aparecerem novos amigos, e estes novos amigos, por mais que não substituam os antigos, completam a nossa necessidade de carinho e afeto, que só os amigos podem nos oferecer. Eles se somam aos antigos, estando, neste período somente mais presentes em nossas vidas.

Já o segundo caso, o segundo tipo de “fim”, falso também, entretanto é o que se assemelha mais com um final de fato. Isto por que realmente ocorre um fato crucial no relacionamento entre amigos, que faz com que um se magoe, de forma tamanha que mesmo o perdão mais verdadeiro não consiga recuperar o que foi perdido. O problema deste “fim” é a saudade misturada com o fato ocorrido, esse misto acaba sendo uma ferida que não cicatriza, a ferida é o “fim” da amizade, e a saudade é o dedo que coça até tirar a casca. Este caso infelizmente muito difícil de resolver, por mais que pareça um fim, não é. “A amizade é um amor que nunca morre.” – Mário Quintana.

Por fim, voltando ao segundo caso, me atrevo a complementar este “baita” pensamento: Vegeta, mas nunca morre. Tenho a certeza de que estas amizades que “vegetam”, nunca morreram, e nem morrerão. Elas estão apenas esperando um novo reencontro para seguirem adiante. Um grande e terno abraço aos meus amigos de hoje, de ontem e aos que ainda virão.

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