quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Rio Grande mais vermelho (não é sobre o Internacional!).

O Rio Grande sempre foi visto no cenário nacional como sendo território de um povo que por natureza era diferente de todo o resto. Sendo na cultura, nas vestimentas, no jeito de falar, entre outros fatores que destoaram o gaúcho do restante dos brasileiros. Entretanto, o fator mais marcante da diferença do nosso estado sem dúvida foi (e, por enquanto, ainda é) a política gaúcha, da qual temos orgulho, e que parece ser o primeiro desses fatores que começa a perder sua tradição.

Ainda é, por sermos um estado de princípio agropecuário, em contrapartida possuímos grandes centros federais de estudos, que faz com que comecemos a mudar o ideal “anti-sem terra”, o ideal da pecuária, que caminha com o gaúcho desde os tempos farroupilhas para um ideal de “mudanças”. Ainda assim, a sua maioria segue contra a política de reforma agrária ferrenha, o que deixa nosso estado sendo o único em que nesta eleição marca a derrota do PT. A vitória petista é mais que certa no território nacional, no Rio Grande, apesar de Serra ser o candidato da maioria, tudo se encaixa para a volta do PT ao Piratini, o que parece uma grande contradição ao percebermos que Dilma, unida ao PMDB na disputa presidencial, somaria os votos de petistas e pmdbistas do RS fazendo com que Dilma também vencesse aqui.

A grande diferença que já está acontecendo, desde 2002, é a atenção, ou a grande atenção dada aos centros universitários, o que desde 2002 foi o “semear” do Partido dos Trabalhadores no nosso estado, além dos “donativos mensais” para os menos favorecidos, atividade que Lula era contra antes de ser Presidente (quando queria “ensinar a pescar ao invés de dar o peixe”). As sementes serão as mesmas nos próximos quatro anos, tanto que Lula estava ontem mesmo visitando e inaugurando obras na UFSM, muito provavelmente “acompanhado”. Com Dilma não será diferente, mais sementes serão lançadas, e cada vez mais, o Rio Grande perderá o ideal agro-pecuário, contrário a reforma, e com o passar do tempo, as próximas gerações de universitários seguirão este intuito petista, fazendo com que a nossa tradição passe a ser diferente do resto do país apenas (se é que será) na música, nas vestimentas e no jeito de falar. E o tal orgulho, quem sabe, nem exista mais. Torço apenas, para que nunca chamemos nossos antigos “heróis” de loucos. Se isso ocorrer, podem ter certeza de que loucos estarão os gaúchos, e o Rio Grande mais vermelho.

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