É muito fácil ser oposição. Não existe a tamanha pressão do “fazer acontecer” a qual a situação sempre passa. Porém, os administradores de situação não vivem apenas do “fazer acontecer”, se fosse assim, a atual administração estaria anda como oposição. Um administrador tem de ter bom senso nas suas atitudes e palavras, tem de saber lidar com pessoas, jeito e educação, nivelar o estresse para não entrar em erupção, e cometer precipitações. Como oposição, antes de 2008, criticava-se (e muito!) o jeito, de certa forma, “grosso”, o qual lidava o nosso antigo prefeito que, diga-se de passagem, fez um excelente trabalho, fez acontecer, isso é indiscutível. Porém, essa tal “grosseria” que foi uma das armas usadas contra ele, era nada mais que indignação com alguns fatos e algumas pessoas que insistiam para o não-crescimento da cidade, essas pessoas, inclusive até é um assunto para um próximo texto, por isso não entrarei nesta questão. O fato é que a coisa mudou, a oposição virou situação, e a pressão começou a tomar conta.
A atual administração da cidade, mais especificadamente o Prefeito Municipal, que a meu ver está trabalhando da melhor forma possível, está tentando “fazer acontecer”, mesmo que alguns de seus amigos políticos, que pelo apoio de dois anos atrás merecem “uma mão” (digo: merecem só pelo apoio, infelizmente muitos dos seus escolhidos não têm capacidade de exercer seus cargos), o Prefeito conta com uma ajuda muito necessária, o bom senso da Casa Legislativa municipal, que não barra nenhum recurso, que trabalha para o melhor, etc., etc. É muito fácil ser oposição, mas a dificuldade da situação apareceu na semana retrasada, e foi tirada de letra, de forma correta e honrosa, criticando erros quando eles existem, aí que a pressão pegou o executivo.
Pra quem não sabe a Câmara de Vereadores é a Casa do Povo, e todos temos o direito de saber o que acontece na nossa casa, por infelicidade, ou por não-conhecimento do Prefeito, ele acabou tirando este direito de muitos moradores da zona rural de São Pedro do Sul, cancelando a retransmissão das sessões da Câmara aos domingos, o que, sem dúvida, não agradou a ninguém, nem os vereadores de situação, que ao iniciarem um Pedido de Informação, ou seja, um pedido de explicação sobre o porquê do cancelamento, tendo em vista que os vereadores não haviam sequer sido informados do cancelamento, foram cortados, de forma ditatorial pelo nosso excelentíssimo, um absurdo cometido, a rádio municipal interrompeu a transmissão ao vivo da sessão.
Já houve um texto aqui nesta coluna, no qual comentei que gostava de ouvir as sessões da Câmara, porém, na última segunda fui pessoalmente assistir, e vou novamente, sempre que puder. Na sessão, todos presentes são anunciados, e meu nome foi anunciado como colunista da Gazeta, corrigi, dizendo que estava como são-pedrense, que tem curiosidade de saber o que é feito e que não gosta de ter os ouvidos cortados, o fato de eu escrever sobre este ocorrido não muda a minha qualidade de cidadão. Os são-pedrenses deveriam participar mais das sessões, prestigiar e verificar o trabalho dos vereadores. E quem não pode ir pessoalmente, que fique torcendo para ter seu direito pleno devolvido.
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