quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

E nem aí pro Enem.

É lamentável a situação que se encontra aquela que deveria ser a principal prova avaliativa do Ensino Médio no Brasil. Por dois anos seguidos o Enem se mostra frágil, fraco, vergonhoso. Após o roubo da prova do ano passado o Enem 2010 prometia (e deveria) ser perfeito. Entretanto, parecendo um deboche, a prova novamente causa polêmica, a começar pelo bobo erro da troca no enunciado do cartão resposta, o que prejudicou muita gente, por incrível que pareça, depois veio a descoberta dos erros na prova amarela do primeiro dia, este erro foi sim o fator mais importante para o cancelamento da prova por uma Juíza do Ceará.

Desde o início a ideia de transformar o Enem em uma prova de seleção para todas as Universidades Federais não me agradava, acho muito difícil em um país como o nosso (grande e de organização não digna de aplausos) uma única prova ser aplicada para estudantes de níveis de conhecimento, por conta do próprio ensino, tão diferentes. Os vestibulares, além de serem a forma autônoma das universidades adquirirem verbas também fazem com que os jovens mais próximos desses centros de ensino possam ter melhor desempenho em relação aos de lugares mais distantes, por conta de peculiaridades na elaboração da prova, como inclusive a própria linguagem, uso de termos típicos de uma região que são desconhecidos pelas demais regiões, não fazendo com que o país torne-se um embaralhado de estudantes, posso citar o exemplo de um amigo que havia passado para medicina em Roraima, e que não foi cursar, optou por tentar mais um ano o vestibular da UFSM.

Agora, após estes intensos vexames do Enem, fica mais clara ainda a evidência de que o melhor para as universidades e para os alunos é a manutenção do vestibular. O Enem, que é muito importante, por conta do PRO-UNI, do auxílio que dá à alguns estudantes para finalizarem a sua formação no próprio Ensino Médio, mostram a necessidade de manter o exame, mas também de sua reformulação, o Enem, como está não serve de indicador de nada, é uma prova extensa, cansativa e principalmente “bagunçada”, de fraca elaboração e organização. O Enem precisa ser levado a sério pelas as autoridades da área da educação, e pelas autoridades governamentais. Acredito, realmente, que só quem não completou sequer a quinta séria do Ensino Fundamental é capaz de avaliar o Enem como “sucesso absoluto!”, ou se comprova que realmente existem pessoas que não veem e não sabem de nada e não está “nem aí” pro Enem.

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