Paulo Sant’ana pra mim é um ser admirável, com certeza não pelo seu hábito de fumar ou pelo fanatismo extremo ao Grêmio, embora eu o admire por isso não quer dizer que ele é admirável por este fato, mas é um ser admirável pela forma a qual se expressa, em seus textos, suas crônicas, suas estórias. Com tons cômicos e trágicos ele representa as coisas do cotidiano, do amor, do casamento, da convivência, da existência, enfim, para mim, Paulo Sant’ana é sinônimo de boa e agradável leitura. Fica fácil perceber: Sou um grande fã do Paulo Sant’ana.
Em vários momentos da minha (curta) vida fui encontrando nas palavras do Paulo um sentido para o que se passava comigo. Quando comecei a escrever a coluna “Cotidiano”, tentei, por vezes, inspirar-me no ídolo, o resultado não foi o esperado, entretanto, consegui fazer com que minha cabeça criasse uma forma minha de escrever, inspirada, mas não assemelhada à do Paulo. Alguns textos meus mostram essa inspiração, normalmente quando falo de sentimentos, como amor e amizade. Nada comparado aos textos dele, os quais eu julgo geniais. Frases fascinantes, pensamentos mirabolantes.
O trabalho de Paulo Sant’ana quando atinge a sua máxima qualidade é definido por ele da seguinte maneira: “O melhor de mim é quando consigo interpretar, com rigorosa exatidão, o desespero do ciúme, a vergonha da inveja, a lancinante dor da traição e da perda e a transbordante e inefável sensação do amor.” Paulo Sant’ana é o velho sábio das palavras, de nenhuma forma perfeito, indecente, cafajeste, boêmio, infiel, apaixonado por tabaco, mas é a pessoa que melhor consegue decifrar o sentimento humano, tanto feminino como o masculino, por conhecer e muitas vezes viver os fatos cotidianos, tanto os bons quanto os maus sentimentos que nos habitam.
Quem dera um dia eu poder escrever com tanta sabedoria, quem me dera poder deixar uma frase a ser lembrada ou admirada, como este fragmento do texto “A competência do coração”, obviamente do Paulo Sant’ana, o qual admiro e não me esqueço.
“Sem cérebro, eu enlouqueço de tanto amar, porque só o cérebro pode travar a corrida alucinada do coração para o amor. Daí que quem pensa não ama, e quem ama não pensa. Se o destino tiver de escolher entre me avariar o cérebro e o coração, que me preserve o coração e dane-se meu cérebro. Mil vezes ser um encefalopata do que um cardiopata. Prefiro vegetar como um idiota, mas tonto de amor.”
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