É incrível a capacidade do ser humano de criar, inventar, renovar. Basta olhar a própria linha do tempo da civilização que notamos inúmeras novas coisas a cada tempo que se passa. Tudo se renova, desde roupas, estilos, gostos, até os nossos próprios valores. Aprendemos a cada dia algo mais, sempre na tentativa de evoluir. A nossa moral está em constante evolução. Exemplo disso é a liberdade em tudo que se faz hoje em dia, a própria novela nos ajuda a perceber, antes o que era descriminado hoje nós assistimos como algo totalmente normal, comum, e passamos a aceitar, relevar algumas coisas.
Entretanto, o ponto em questão é: nós mudamos e os meios retratam, ou primeiro convivemos com o fictício para depois mudarmos nosso conceito, ou ainda assistimos coisas que não aprovamos e para não parecermos retrógrados, preconceituosos, fingimos concordar com tais situações? Acredito que existam pessoas dos três tipos, existem aquelas que passaram por algo na sua vida, que de certa forma as fez evoluir e compreender situações que a maioria de nós não teria sensibilidade de compreender – lembram-se daquela novela que a cada dia uma pessoa diferente dava um testemunho sobre a sua vida pessoas em relação ao que se passava na ficção? – existem as pessoas que após assistir alguma novela, documentário sobre alguma realidade entende que nem tudo é como pensamos, e que nossa opinião, às vezes preconceituosa (opinião/conceito antes de conhecimento), pode estar errada.
Ainda existem os que para não serem maus vistos, acabam por encobrir seus reais pensamentos, tornando-se uma capa falsa. E quando me refiro à capa falsa, com certeza não é apenas sobre as opiniões sobre as novelas, e sim sobre tudo. Existem pessoas que pregam como pastores, e pecam como ateus (perdoem-me o cunho extremamente religioso desta frase, mas é bem o que isso quer dizer). Existem funcionários que na frente do chefe representam uma imagem, na frente dos colegas, dos demais, outra. Existem patrões que parecem camaradas, mas não são. Existem professores não éticos, que não educam, que nem se quer são educados (essa educação não é a que vem de casa, não é o respeito, os bons modos, e sim as boas atitudes, as boas atitudes em sistemas coletivos, em sociedades).
Enfim, estes últimos indivíduos foram os que escolheram o pior dos caminhos, podem ter algum sucesso na sua vida, mas certamente em algum momento, essa capa de bondade, de ética, de moral, se vai com o vento da verdade, deixando à mostra a real face, decepcionando muitas vezes quem acreditou, quem não percebeu por conta, ou por “bom trabalho” do próprio indivíduo, sua real condição. Para a nossa felicidade, uma coisa sabemos: enquanto existirem estas pessoas, dentro de qualquer empresa, entidade, existirão pessoas de bem, tentando dar fim à essa capa, tal qual numa novela, com seus mocinhos e vilões.
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